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Fertilização • STJ • Reprodução

O Plano de Saúde negou o suporte à sua fertilidade? A lei garante o diagnóstico e tratamento da infertilidade.

Não aceite negativas genéricas baseadas no Tema 1067 do STJ. Embora o procedimento de fertilização in vitro possua exclusões contratuais, a operadora é obrigada por lei a custear todas as investigações, exames, cirurgias de base e medidas preventivas que impactam a sua saúde reprodutiva.

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Identifica alguma dessas barreiras abusivas impostas pelo seu plano?

1. Distorção Abusiva do Tema 1067

O plano utiliza de má-fé a exclusão da Fertilização in Vitro (FIV) determinada pelo STJ para negar absolutamente tudo, incluindo consultas, exames básicos de fertilidade e procedimentos simples.

2. Bloqueio da Investigação Diagnóstica

Enfrentar a recusa de exames essenciais solicitados para descobrir a causa exata da infertilidade (como análises hormonais e histerossalpingografias), violando o direito básico do paciente ao diagnóstico.

3. Negativa de Cirurgias Corretivas

Planos que negam ou adiam cirurgias reparadoras vitais, como a videolaparoscopia para endometriose profunda ou a correção de varicocele, sob a falsa desculpa de que possuem finalidade meramente reprodutiva.

4. Rejeição de Criopreservação Preventiva

Deixar pacientes que iniciarão tratamentos agressivos (como quimioterapia e radioterapia) sem o suporte emergencial de congelamento de óvulos ou sêmen, ameaçando de forma definitiva a fertilidade futura.

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A grande virada: o que a operadora oculta sobre os seus direitos

Embora o Tema 1067 do STJ afaste a obrigação direta do custeio da técnica de Fertilização in Vitro, a legislação e os tribunais impõem limites rígidos contra abusos nas etapas anteriores e preventivas.

Custeio Obrigatório

Investigação da Infertilidade

O plano de saúde é obrigado por lei a cobrir integralmente todas as consultas, exames laboratoriais e exames de imagem necessários para investigar e descobrir a causa exata da infertilidade do casal.

Jurisprudência STJ

Tratamento da Doença de Base

Se a infertilidade é causada por uma patologia coberta (como endometriose profunda ou varicocele), a operadora deve custear todas as cirurgias reparadoras e medicamentos para tratar a condição de base.

Art. 35-F da Lei 9.656

Preservação da Fertilidade

A assistência médica compreende ações de prevenção. Pacientes que passarão por tratamentos que geram infertilidade (como quimioterapia) têm direito assegurado à criopreservação médica preventiva.

Direito do Consumidor

Soberania da Conduta Médica

A operadora não tem autonomia para intervir no plano terapêutico essencial ou glosar procedimentos cirúrgicos prescritos pelo especialista sob o pretexto de estarem vinculados ao planejamento familiar.

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Como funciona a Tutela de Urgência? A liberação do seu tratamento na Justiça

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Análise Técnica do Laudo e Urgência Médica

Nossa equipe avalia minuciosamente o relatório do seu especialista (ginecologista, urologista ou oncologista). O foco é isolar a doença de base ou demonstrar a necessidade de preservação imediata da fertilidade antes de terapias agressivas.

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Ajuizamento com Distinção ao Tema 1067

Entramos com a ação judicial demonstrando formalmente a probabilidade do direito (Art. 35-F e Art. 35-C da Lei dos Planos de Saúde) e o risco de dano irreparável decorrente da perda do tempo biológico ou avanço de patologias graves como a endometriose.

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Ordem Judicial de Liberação Imediata

O juiz concede uma liminar forçando a operadora a liberar as guias de exames, autorizar a cirurgia corretiva necessária ou custear os medicamentos e o congelamento protetivo de óvulos/sêmen em poucos dias, sob pena de multa diária.

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Entendimentos firmados pelos Tribunais: a exceção protetiva ao paciente

Preservação da Fertilidade
STJ — REsp 1.962.984/SP

O Superior Tribunal de Justiça fixou o marco definitivo separando a reprodução eletiva da medida preventiva. A Terceira Turma determinou que se a operadora cobre o tratamento de quimioterapia, ela deve obrigatoriamente arcar com a criopreservação de óvulos ou sêmen como forma de mitigar os efeitos adversos previsíveis do tratamento oncológico (infertilidade iatrogênica), com base no princípio médico do primum non nocere e no Art. 35-F da Lei nº 9.656/98.

Tratamento de Patologia de Base
TJ-SP — Apelação 1008502-47.2024.8.26.0008

A jurisprudência estadual consolidou a aplicação do distinguishing prático em relação ao Tema 1067. Em caso envolvendo paciente diagnosticada com endometriose profunda, o Tribunal considerou abusiva a negativa de congelamento de óvulos e cirurgias preparatórias, visto que a infertilidade seria decorrência direta da intervenção cirúrgica necessária para tratar a doença de base coberta, afastando a barreira da fertilização assistida comum.

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O que precisamos para analisar e resguardar o seu direito?

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Laudo Médico e Relatório Clínico Emitido pelo seu ginecologista, urologista ou oncologista assistente, atestando detalhadamente a patologia de base (como endometriose profunda ou neoplasia), a necessidade das cirurgias reparadoras, exames investigativos ou urgência de preservação (congelamento) por perda iminente do tempo biológico.

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Carta de Negativa da Operadora Cópia do documento por escrito ou resposta via e-mail fornecida pelo plano de saúde, contendo a justificativa formal para a recusa de cobertura baseada no Rol da ANS ou no Tema 1067 do STJ.

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Contrato do Plano e Cartão do Beneficiário Cópia da sua carteirinha de identificação ativa e cópia integral do contrato assinado com a operadora de saúde (essencial para que nosso corpo jurídico busque brechas técnicas de planejamento familiar ou coberturas estendidas).

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Documentos Pessoais de Identificação Cópia nítida do documento de identidade (RG ou CNH), CPF e um comprovante de residência atualizado do paciente (ou do casal, caso as investigações de infertilidade envolvam ambos).

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Respostas para as suas principais dúvidas

1. O plano de saúde pode utilizar o Tema 1067 do STJ para negar exames de investigação de infertilidade?

Não. O Tema 1067 do STJ restringe especificamente a obrigatoriedade do custeio do procedimento de Fertilização in Vitro (FIV) em si. A investigação diagnóstica por meio de exames laboratoriais e de imagem para descobrir a causa da infertilidade constitui um direito assegurado ao consumidor e possui cobertura obrigatória pelos planos.

2. Descobri um câncer e preciso iniciar a quimioterapia. A liminar para o congelamento de óvulos/sêmen sai a tempo?

Sim. Em casos oncológicos, o fator tempo é crítico e irreversível. O pedido de liminar (Tutela de Urgência) é estruturado com extrema rapidez e levado ao juiz de plantão, demonstrando a iminência do início do tratamento quimioterápico. A ordem judicial forçando o plano a custear a criopreservação preventiva costuma ser concedida em poucos dias ou horas.

3. Tenho endometriose e o plano negou a cirurgia alegando que meu objetivo final é engravidar. Isso está correto?

Absolutamente não. A endometriose é uma doença ginecológica grave de cobertura obrigatória. A operadora de saúde não pode se recusar a tratar uma patologia coberta sob o pretexto de que o reestabelecimento da saúde trará como consequência a restauração da fertilidade natural da paciente. O tratamento da doença de base é um dever contratual intransigível.

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